Sobre mim

Comecei a tatuar em outubro de 2013.

Nunca tinha pensado em fazer isto previamente, mas agora não me imagino a fazer outra coisa. Estava numa altura menos boa da minha vida e sinto que, de certa forma, a tatuagem foi uma espécie de salvação.

Antes de começar a tatuar nunca tinha feito este estilo de desenho. No início, queria fazer tatuagens com bastante linha, para treiná-la antes de avançar para qualquer outra técnica. Acabei por me aperceber de que este tipo de desenho era algo novo e que não precisava de nada mais para funcionar. Por isso, concentrei nele toda a minha energia.

O que tento fazer é ter um objeto central que seja bastante reconhecível à primeira vista, mas que, ao olhar mais atento, se possam descobrir novos detalhes, ‘invisíveis’ num primeiro olhar.

Na maior parte do tempo, uso apenas linework, então tento dar toda a noção de volume e de sombra através da variação na espessura, distanciamento e direção das linhas. Para mim, este é um processo muito intuitivo.

Trabalho maioritariamente com tinta preta, mas às vezes faço partes de um design numa outra cor (vermelho ou azul). Em certas tatuagens, a cor ajuda a dar outro significado à peça, a uma linha ou a desenredar elementos que se sobreponham e que, no caso de serem todos a preto, perderiam a sua leitura e tornar-se-iam confusos.

Gosto de desenhar objetos orgânicos, sobretudo animais. Sinto que tenho uma sorte incrível pelo fato de a tatuagem ter entrado na minha vida. Todos os dias posso fazer aquilo que amo e, melhor ainda, fazer alguém feliz com o meu trabalho.

EN

PT

ES

FR

GR